quarta-feira, 16 de maio de 2018

O ponto ideal da carne para a saúde

digestão da carne e cozimento

Se você tem mais de 60 e quer tirar melhor proveito das proteínas, é bom saber quanto tempo deixar esse alimento no fogo

 
Com o passar do tempo, não tem jeito: perdemos músculos. Esse processo se acentua depois da sexta década de vida e pode resultar em perda de força, dificuldade para se movimentar, maior risco de quedas… Uma maneira de driblar o enrosco é garantir o consumo adequado de proteínas. E a carne vermelha é desses alimentos que possuem a versão mais valiosa do nutriente.

Ocorre que o ponto de cozimento faz diferença na sua posterior absorção. É o que demonstraram cientistas da Universidade de Clermont Auvergne, na França. A prova veio após voluntários de 70 a 82 anos comerem, em ocasiões diferentes, um corte malpassado e outro bem cozido. Pois as proteínas da segunda opção foram mais bem assimiladas pelo corpo.

Para a nutricionista e gerontóloga Maristela Strufaldi, de São Paulo, apesar de a pesquisa ser pequena, os achados são importantes. “As proteínas começam a ser digeridas no estômago. Então, a textura e o bom cozimento favorecem sua absorção”, explica.

O ponto da carne

Malpassada: para não correr o risco de contaminação por micro-organismos, o cozimento tem que atingir pelo menos 70 °C.

Ao ponto: garante não só o aproveitamento das proteínas como facilita a mastigação e a digestão.

Passado demais: torrar a carne (ainda mais no carvão) gera elementos cancerígenos. Se curtir, coma só às vezes.
Fonte: Revista saúde

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Uma massa com zero carboidrato

Konjac low carb para emagrecer

Esse tubérculo atende pelo nome de konjac, não conta com o nutriente mais famoso do macarrão e concentra poucas calorias

 
Tubérculo de origem asiática, o konjac mal desembarcou no Brasil e já faz barulho. Pudera. Ele dá origem a produtos como arroz, espaguete e afins, mas com o seguinte diferencial: não possui carboidratos e é rico em fibras.

Para quem deseja maneirar no nutriente e ficar mais saciado, é uma mão na roda. Fora que são apenas 9 calorias em uma porção de 100 gramas.

“Mas cuidado para não compensar esse valor com os acompanhamentos”, aconselha a nutricionista Bianca Chimenti Naves, da clínica Nutrioffice, na capital paulista. Ela sugere recorrer ao molho à bolonhesa feito com tomates naturais ou ao pesto, com um mix de verduras verde-escuras.

Agora, não é preciso renunciar ao macarrão à base de farinha de trigo. “Nenhum alimento deve ser visto como vilão. A massa tradicional pode ser consumida. É só ter moderação”, lembra Bianca. Confira abaixo uma comparação entre um macarrão tradicional e o feito à base de konjac.

Macarrão à base de farinha de trigo

Carboidratos: 28,3 g Calorias: 141 Fibras: 1,5 g

Macarrão à base de konjac

Carboidratos: 0 g Calorias: 9 Fibras: 4 g
Fonte: Revista saúde

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Começa a campanha de vacinação contra gripe em 2018: quem pode tomar

A vacina contra o vírus influenza será distribuída gratuitamente aos grupos de risco. Veja como fica o calendário este ano e tome sua dose!

campanha de vacinação gripe 2018
Esta segunda, 23 de abril de 2018, marca o início da 20ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza – o vírus da gripe. Até o dia 1º de junho, devem ser imunizados idosos a partir de 60 anos, crianças de 6 meses a menores de 5 anos, trabalhadores da saúde, professores das redes pública e privada, povos indígenas, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), pessoas privadas de liberdade e funcionários do sistema prisional.
Pessoas com doenças crônicas (como o diabetes) e outras condições clínicas especiais também devem receber a vacina. Neste caso, é preciso apresentar uma prescrição médica no posto de saúde. Pacientes cadastrados em programas de controle das doenças crônicas do Sistema Único de Saúde (SUS) devem procurar os postos de saúde em que estão registrados para ganhar a dose, sem a necessidade de receita.
Cabe destacar que o resto da população também se beneficiaria da vacina. Mas aí é necessário pagar pela dose na rede privada – o valor fica entre R$ 100 e 200 reais mais ou menos.
 
De acordo com o Ministério da Saúde, a vacina gratuita é trivalente. Ou seja, protege contra os três subtipos do vírus da gripe que mais circularam no último ano no Hemisfério Sul, conforme determinação da Organização Mundial da Saúde (OMS), incluindo o H1N1 e o H3N2. Na rede privada, também está à disposição a versão quadrivalente.
Quanto à campanha, só fique de olho nas datas para cada subgrupo. Segundo um informativo do governo de São Paulo que remete à diretriz do Ministério da Saúde, o projeto terá três fases. Veja:
• Etapa 1: a partir do dia 23 de abril, para trabalhadores de saúde, pessoas com idade de 60 anos e indígenas
• Etapa 2: a partir de 2 de maio, para crianças com idade maior que 9 meses e menor que 5 anos, gestantes, puérperas com até 45 dias após o parto
• Etapa 3: a partir de 9 de maio, para pacientes diagnosticados com doenças crônicas, professores, e outros
Além disso, o 12 de maio marca o Dia D – aí todos os grupos de risco serão incluídos. Nessa data, estarão abertos 65 mil postos de vacinação contra a gripe, sendo 37 mil de rotina e 28 mil volantes, com o envolvimento de 240 mil pessoas. Também estarão disponíveis 27 mil veículos terrestres, marítimos e fluviais. 
 
Fonte: Revista saúde 

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Probióticos contra acne

As bactérias do bem encontradas em iogurtes e leites fermentados vêm sendo testadas como uma alternativa para enfrentar as famigeradas espinhas
Não é de hoje que se desconfia da capacidade de os probióticos livrarem nossa pele de espinhas. Essa história começou em 1930, quando dois dermatologistas americanos, John Stokes (1885-1961) e Donald Pillsbury (1902-1980), notaram que a microbiota intestinal – o conjunto de bactérias que habitam parte do sistema digestivo – e a saúde da derme estão intimamente entrelaçadas. A partir daí, sugeriram que povoar o intestino com bichinhos do bem poderia afastar problemas no tecido cutâneo.
Em 1961, foi realizado o primeiro estudo formal sobre o assunto no Union Memorial Hospital de Baltimore, nos Estados Unidos. Na ocasião, 300 indivíduos com acne tomaram suplementos recheados de probióticos e apresentaram 80% de melhora na aparência da superfície corporal.
“De lá pra cá, a tendência em analisar o papel da flora intestinal sobre a pele cresceu bastante”, conta a dermatologista Denise Steiner, de São Paulo. Trabalhos recentes conduzidos em paralelo na Rússia e na Itália, por exemplo, mostram que esses benfeitores microscópicos incrementam a eficácia do tratamento e aceleram o desaparecimento das lesões.
Outra pesquisa, esta publicada no periódico americano Nutrition, revelou que os participantes que ingeriram leite fermentado por 12 semanas produziram menos sebo e, por tabela, tiveram menos erupções cutâneas.
Tantas evidências fizeram com que o assunto se tornasse tema de destaque em congressos científicos. Entre as vantagens apontadas pelos especialistas está o fato de que as fontes de probióticos oferecem pouquíssimos efeitos colaterais – principalmente se as compararmos com a isotretinoína, droga empregada em casos graves de acne que deixa a pele e as mucosas extremamente secas, além de alterar o colesterol.
Uma notícia e tanto para os 70 a 90% de jovens que sofrem com as espinhas e para os vários adultos que ainda carregam essas marcas da adolescência. “A princípio, a ideia seria utilizar os probióticos em parceria com os tratamentos convencionais”, já adianta a dermatologista Flávia Addor, da capital paulista.
O mecanismo que leva os probióticos a rechaçarem a acne não foi totalmente esclarecido, mas algumas pistas vêm sendo desvendadas. “Sabemos que há um forte elo entre o problema na pele e a constipação, que é combatida com a ingestão desse tipo de micro-organismo”, afirma Denise.
A nutricionista e fitoterapeuta Vanderli Marchiori, de São Paulo, vai além: “O desequilíbrio das bactérias do intestino, que resulta em uma maior concentração das ruins, aumenta a permeabilidade do órgão”. É como se ele ficasse poroso demais e, então, facilitasse a migração de toxinas para a circulação sanguínea. Essas substâncias, por sua vez, viajam até a derme, onde favorecem o surgimento dos indesejados pontos vermelhos.
“Os probióticos ainda reduzem a liberação de fatores inflamatórios que pioram o quadro e, pelo que parece, até diminuiriam a fabricação de sebo na pele”, complementa Denise.
Apesar de todas as evidências, não há uma recomendação fechada sobre a quantidade e os tipos de probióticos que devem ser engolidos para afastar a acne. Segundo alguns levantamentos, o consumo regular de iogurte e leite fermentado pode amenizar a chateação, até porque eles ofertam diferentes bactérias do bem para regular o sistema gastrointestinal.
Entretanto, os especialistas acreditam que o mais indicado seria lançar mão de fórmulas manipuladas. “Para que proporcionem os efeitos esperados, esses micro-organismos precisam estar bem conservados e em uma concentração adequada, o que é mais facilmente alcançado com pílulas ou sachês”, afirma Flávia Addor.
 
 “Além do mais, isso permite associar diferentes lactobacilos para atuar em fatores específicos da doença e ajustar a dose de acordo com as necessidades do paciente”, reforça a dermatologista Eliandre Palermo, de São Paulo.
Outra vantagem de ministrá-los dessa maneira é que não haveria risco de reações decorrentes de uma alergia. “Se o sujeito for alérgico a derivados do leite, consumi-los desencadearia placas vermelhas, coceira e descamação”, esclarece a alergista Lelia Mara Josuá, do Rio de Janeiro. Um verdadeiro tiro pela culatra, certo?
Agora, tem mais uma boa notícia: ao que tudo indica, os probióticos também ajudam a enfrentar outros chabus cutâneos, como a dermatite atópica e a rosácea, condição na qual o rosto fica bem avermelhado. “Eles amenizam a inflamação e o excesso de radicais livres, fenômenos que participam dessas doenças”, conta Mika Yamaguchi, farmacêutica e especialista em dermo-cosmética de São Paulo. No iogurte, no leite fermentado, ou ainda em cápsula, essas bactérias mostram cada vez mais que não merecem a atenção apenas de quem reclama de perrengues gastrointestinais.

Comida de bactéria

Muita gente confunde probióticos com prebióticos. Mas perceba a diferença: os primeiros são bactérias que habitam e equilibram a flora intestinal. Já os prebióticos são substâncias presentes em alimentos que funcionam como comida para os micro-organismos do bem.
As fibras da aveia, da maçã, da banana e da alcachofra são bons exemplos. Embora não dê pra saber se o seu consumo deixe a pele sedosa, acredita-se que prebióticos potencializem a ação dos probióticos de modo geral. Pelo sim, pelo não, vale a pena investir neles.

Regras de ouro contra a acne

Confira outros cuidados importantes para manter a pele livre das espinhas
Evite alimentos com muito açúcar
Eles estimulam a liberação exagerada de insulina, hormônio que indiretamente abre caminho às erupções cutâneas. A mesma explicação vale para alimentos com alto índice glicêmico, como o pão branco, a batata e o arroz.
Maneire também na ingestão de leite
Se alguns de seus derivados são benéficos, ele em si pode piorar as coisas. “Acredita-se que proteínas do leite gerem inflamações por trás da acne”, diz Denise. Há artigos sugerindo que hormônios presentes na bebida também afetariam a pele.
Procure relaxar sempre
estresse incita a fabricação de hormônios que fazem as espinhas darem as caras. Há indícios de que a tensão constante altera a composição da flora intestinal, favorecendo o aparecimento das marcas por toda a superfície corporal.
Fique longe do cigarro
Os tabagistas já costumam apresentar uma pele ressecada e envelhecida. Como se fosse pouco, eles ainda tendem a enxergar mais pontinhos brancos na pele quando olham no espelho. O jeito é parar com as baforadas de uma vez por todas.
Tenha cuidado com a própria higiene
O ideal é lançar mão de sabonetes com agentes como o ácido salicílico, que combate a oleosidade, ajudando a controlar a formação de espinhas. Mas nada de exagerar! O excesso de produtos pode provocar um efeito rebote, que elevaria a produção de sebo.
 
Fonte: Revista saúde 

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Lotes de água mineral, queijo e chocolate são proibidos por contaminação

Anvisa veta a comercialização de certos produtos pela presença de bactérias e até metais em sua composição. Fique de olho!
Anvisa: agua chocolate e queijo no mercado

Nos próximos dias, tenha atenção redobrada no supermercado. Isso porque a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mandou recolher diversos lotes de água mineral, queijos e chocolates por apresentarem contaminantes que poderiam afetar a saúde.

O lote 1702 do produto Água Mineral Natural, da marca Santa Rita do Sapucaí, exibiu concentração elevada da bactéria Pseudomonas aeruginosa, capaz de causar infecções respiratórias, urinárias, de ouvido… Em casos específicos, ela pode ser letal.

Para você identificar mais facilmente, o lote em questão foi fabricado no dia 13 de setembro de 2017 e tem validade até 13 de setembro de 2018.

Já a Indústria de Laticínios Santa Tereza Eirel constatou, ela própria, a presença de Listeria monocytogenes em três lotes de queijo. Outra bactéria oportunista, ela provoca sintomas parecidos com os da gripe, além de diarreia. Mais raramente, culmina em meningite ou aborto espontâneo. São esses os lotes para ficar de olho:

• 065/8 Queijo Mussarela Fatiado, fabricado em 8 de março de 2018, com validade até 8 de maio de 2018.


• 066/8 Queijo Mussarela Fatiado, fabricado em 9 de março de 2018, com validade até 9 de maio de 2018.


• 053/5 Queijo Mussarela Peça, fabricado em 22 de fevereiro de 2018, com validade até 22 de junho de 2018.


Por último, a empresa ZD Alimentos S.A. anunciou que quatro lotes do seu chocolate Barra de Confeiteiro ao Leite, da marca BEL, possuíam filamentos metálicos. Essas substâncias podem intoxicar o organismo.
Os lotes de chocolate que foram afetados têm o seguinte prazo de validade:

• 5 de março de 2019


• 6 de março de 2019


• 7 de março de 2019


• 8 de março de 2019


Cabe lembrar que as empresas devem começar a recolher esses produtos. Ainda assim, vale a pena observar as embalagens dessas marcas nas próximas idas ao mercado.
 
Fonte: Revista saúde

quarta-feira, 28 de março de 2018

Artrite reumatoide também se combate na alimentação

A alimentação pode, sim, ajudar quem sofre com a artrite reumatoide A dieta - e alguns alimentos especiais - ajudam a controlar essa condição que ataca as juntas e, entre os sintomas, gera dor, inchaço e rigidez.

O que a artrite reumatoide, uma doença que afeta as articulações, é causada pelo ataque do próprio sistema imune e não raro exige um tratamento à base de medicações injetáveis, tem a ver com frutas, cereais e companhia? Acredite: mais do que você imagina. O efeito de alguns alimentos contra os sintomas do distúrbio – dores, inchaços e rigidez nas juntas – foi tema de uma revisão de estudos empreendida por cientistas indianos.

Eles vasculharam nada menos que 194 pesquisas para chegar ao que seriam os grupos alimentares e ingredientes mais desejáveis ao menu de quem tem artrite reumatoide – não confunda com artrose, ou osteoartrite, a degeneração articular relacionada à idade.

Entre as principais descobertas está a de que frutos, cereais integrais e fontes de gorduras boas (como peixes e azeite de oliva) prestam serviço contra a inflamação nas articulações. Ervas e especiarias também aparecem na lista, assim como produtos que equilibram a flora intestinal.

É evidente que a alimentação sozinha não tem a pretensão de substituir o tratamento médico. “Ela deve ser encarada como coadjuvante”, afirma o reumatologista Fábio Jennings, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Até porque é o estilo de vida que faz a diferença na história – junto aos remédios receitados pelo especialista.

“Não é um nutriente ou alimento isolado que garante uma ação anti-inflamatória contra a doença, mas, sim, o contexto como um todo”, ressalta a nutricionista Beatriz Leite, que investiga o assunto na Unifesp. É dentro de uma rotina balanceada que o cardápio vem contribuir. A seguir, você vai conhecer alguns dos alimentos eleitos pelos estudiosos indianos – e ingredientes tipicamente brasileiros com propriedades semelhantes.

Frutas

Elas estão entre as protagonistas da revisão indiana. Embora o estudo lance holofotes sobre algumas espécies não tão presentes no dia a dia dos brasileiros, dá para chegar mais perto do nosso quintal e incluir na lista frutinhos com o mesmo talento do mirtilo: falamos da jabuticaba e do açaí.
É que essa turma de casca roxa contém antocianina, pigmento que dá o tom desses alimentos e combate o estresse oxidativo e as moléculas inflamatórias – situação que alimenta os perrengues da artrite reumatoide. Também destaque no estudo, a ameixa seca oferta os chamados polifenóis, que atenuam o processo de destruição do tecido ósseo.

Já a manga e a grapefruit ostentam ingredientes que zelam pelas cartilagens. A biogerontóloga Ivana Cruz, professora da Universidade Federal de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, destaca outra aliada das articulações, a quercetina. Presente na maçã e na maioria das frutas elencadas pelos indianos, a substância foi o foco de um experimento recente, que demonstrou um efeito antirrigidez, bem-vindo a quem tem artrite.

O principal conselho é garantir variedade na fruteira, aproveitando os alimentos da estação e se abastecendo de opções coloridas e vitaminadas sempre. “A recomendação é consumir 400 gramas diários, em cinco ou mais dias da semana”, orienta Ivana.

Aposte em: uva, mirtilo, ameixa seca, grapefruit (toranja), romã, manga, açaí e abacate

Azeite, peixes e castanhas

O documento indiano dá ênfase ao papel das gorduras boas no combate aos sintomas da artrite. E a gente faz questão de traduzir essa recomendação para o que você pode levar à mesa. Azeite de oliva, pescados e oleaginosas (nozes, castanhas…) fornecem, em comum, ácidos graxos da melhor qualidade. É o caso do famoso ômega-3, celebrado há tempos pela ação anti-inflamatória.

A nutricionista Lara Natacci, da clínica Dietnet, na capital paulista, tem esmiuçado seus poderes. “Tanto as frações de EPA quanto de DHA interferem na modulação dos processos inflamatórios”, conta. A dica para o preparo dos peixes é não dispensar as partes mais escuras e evitar fritá-los, já que isso faz oxidar o ômega.

E as cápsulas do nutriente? Só se o especialista julgar necessário. Outra gordura apreciada por aqui é a monoinsaturada do azeite, que ainda nos brinda com antioxidantes. Experiências com cobaias evidenciam que o óleo pisa no freio da inflamação e resguarda a cartilagem. Para fechar o time gorduroso, tem a família das castanhas. Ricas em minerais, rendem proteção extra às juntas – só não vale pecar pelo excesso, já que são calóricas.

Aposte em: azeite de oliva, peixes (sardinha, salmão, atum…), oleaginosas

Ervas e especiarias

Açafrão e gengibre são reverenciados pelos indianos. E figuram na revisão pelas suas propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. “O gengibre é riquíssimo em fitoquímicos, entre os quais os gingeróis, que interferem com a ação das enzimas COX 1 e COX 2, uma dupla pró-inflamação”, ensina a nutricionista Vanderlí Marchiori, presidente da Associação Paulista de Fitoterapia.
A receita da expert é prática e refrescante: basta diluir uma colher de chá de gengibre em pó num copo de 200 ml de água de coco. Já o açafrão, também chamado de cúrcuma longa, contribui com a causa ofertando a prestigiada curcumina – que tal incluí-lo no seu cantinho de temperos?

Por falar em sabor, as pimentas também merecem um espaço, embora não sejam citadas diretamente na revisão. Dedo-de-moça, malagueta e companhia possuem capsaicina, substância que ajuda a enfrentar as dores. Por fim, migrando para a hora do chá, aquele feito com a erva Camellia sinensis seria uma boa receita contra a artrite. “O chá-verde reduz a expressão do ácido araquidônico, fator que ativa a cadeia inflamatória”, detalha Vanderlí.
Aposte em: açafrão, chá-verde, gengibre, pimentas

Grãos, cereais e sementes

De novo, a lista indiana contém opções que nem sempre são encontradas nos mercados brasileiros. A sugestão de Beatriz Leite é incrementar o dia a dia com sementes, caso da linhaça e da chia. “Além das fibras, ambas oferecem as benéficas gorduras poli-insaturadas”, justifica.

A aveia deveria bater ponto pelo menos no café da manhã. Isso porque é cheia de betaglucanas, fibras que ajudam a controlar fatores nocivos tanto às artérias como às articulações.
Em matéria de arroz, o trabalho da Índia indica o selvagem, que nem é bem arroz de verdade. Se não achar por aí, relaxe: invista no integral mesmo.

Falar de arroz remete a feijão. Nesse caso, os cientistas preferem o preto, que também conta com a festejada antocianina. Mas os nutricionistas brasileiros dizem que fica a gosto do freguês: carioca, fradinho, branco ou vermelho, todos conservam minerais e fibras. As juntas vão comemorar.
Aposte em: arroz integral, arroz selvagem, aveia, feijão-preto, chia e linhaça

Prebióticos

A ciência colhe cada vez mais provas do impacto da flora intestinal no bem-estar do organismo. E isso parece ser ainda mais sensível nas doenças autoimunes. Equilibrar a comunidade de bactérias do aparelho digestivo poderia aliviar os sintomas da artrite reumatoide.

É com base nesse raciocínio que os pesquisadores indianos prescrevem prebióticos e probióticos. Começamos com o primeiro: são fibras especiais que chegam quase intactas ao intestino grosso, onde são fermentadas por micro-organismos. “Elas servem de alimento para as bactérias benéficas, melhorando a composição da microbiota”, explica a nutricionista Tânia Rodrigues, da RG Nutri Consultoria Nutricional, em São Paulo. Essa mudança na vizinhança intestinal repercute na imunidade e na regulação da inflamação.

Aposte em: cebola, alho, alcachofra, chicória e aspargo.

Probióticos

O termo faz referência a bactérias, presentes em alguns alimentos, que colonizam nosso intestino e nos retribuem com uma série de vantagens à saúde. Já ouviu falar em lactobacilos e bifidobactérias, certo? Pois é esse famoso duo, fornecido por certas bebidas lácteas e preparos caseiros como o kefir, que recebeu as honras da revisão.

Além de prezar pela integridade intestinal, esses seres microscópicos trabalham em prol do nosso sistema imune. Não é por menos que já existem indícios do seu papel positivo na rotina de quem tem artrite reumatoide.

Eles seriam capazes de modular indiretamente a inflamação que ataca as juntas. Probióticos também estão disponíveis por outros meios: cápsulas, sachês… Mas a indicação e a escolha devem ser alinhadas com o profissional de saúde.
Aposte em: leite fermentado e iogurtes

Para proteger o coração da artrite reumatoide

O cardápio recheado de antioxidantes, comum em quem ingere hortaliças aos montes, tem um proveitoso efeito colateral: a proteção do sistema cardiovascular. Isso é desejável a qualquer cidadão, mas ganha relevância no contexto da artrite reumatoide.

“Na presença de um problema inflamatório crônico, os vasos sanguíneos também ficam mais vulneráveis, o que eleva o risco cardiovascular”, explica o reumatologista Ari Halpern, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. O raciocínio é o seguinte: a inflamação desencadeada com a artrite não lesa só as articulações… pode interferir no corpo todo.

E esse é um ponto de preocupação, como sinaliza um estudo da nutricionista Beatriz Leite. Ela detectou que os pacientes extrapolavam no consumo de biscoitos, doces, carnes gordurosas e fast food, por exemplo.

Abusar de fontes de sódio, açúcar e gordura saturada não só dificulta a melhora da artrite como expõe suas artérias a um maior risco de entupimentos. “Constatamos uma baixa ingestão de fontes de antioxidantes”, lamenta a pesquisadora, que avaliou hábitos alimentares de 97 pessoas no distúrbio.

O estilo de vida e a artrite reumatoide

“O consumo rotineiro de uma dieta muito calórica, com excesso de carboidrato e gordura, pode levar a uma elevação crônica dos níveis de glicose e de ácidos graxos livres no sangue”, relata. Isso desencadeia uma cascata de eventos bioquímicos que, em uma última instância, nutrem aquela baita inflamação. Azar das articulações… e dos vasos também.

Autora de uma penca de estudos sobre artrite reumatoide, a pesquisadora Jolanta Grygielska, do Instituto Nacional de Geriatria, em Varsóvia, na Polônia, concorda que hábitos contam muito no controle da condição. E, além de comer direito, ela reforça que praticar regularmente exercícios (orientados, cabe lembrar!) e abandonar o cigarro são atitudes que valem ouro para as juntas. Tem mais uma recomendação que remete diretamente ao estilo de vida: manter-se num peso adequado.
“Observamos que a atividade da doença, isto é, as dores e os inchaços, também está relacionada com o acúmulo de gordura no organismo”, conta Beatriz Leite. Mais que sobrecarregar as articulações com o peso em si, os quilos extras castigam joelhos, tornozelos e pés devido à sua ligação com um estado inflamatório constante.

Uma das formas de proteger as juntas e vencer a luta com a balança é apostar num ingrediente que aparece escondido em vários alimentos apresentados pelo estudo indiano: as fibras. Encontradas em frutas, hortaliças e cereais, elas retardam o esvaziamento do estômago e prolongam a sensação de saciedade.

Para deixar o cardápio mais fibroso, troque pães e massas feitos com farinha branca pela versão integral. Aliás, grave bem essa palavrinha: tudo que for “integral” tende a reunir mais fibras.
Outra sugestão é espantar a monotonia na dieta e incrementar os pratos com grãos, sementes e leguminosas. Mastigar o bagaço das frutas e incluir talos e cascas dos vegetais, sempre que possível, também agrega conteúdo fibroso na conta.

Tudo de acordo com suas preferências, que fique claro. Ninguém precisa engolir comida de cara feia, por pura obrigação. Jolanta Grygielska ressalta que uma alimentação bacana é aquela que envolve satisfação e consciência. “Comer é ter prazer”, defende. E, com algumas escolhas, esse prazer pode vir ao lado de uma boa dose de alívio às articulações.

No que maneirar para evitar a piora da artrite

Gordura saturada: presente na carne vermelha, nos lácteos gordos e em produtos industrializados, seu excesso favorece a inflamação.

Açúcar refinado: cuidado tanto com aquele já embutido nos alimentos como com as colheradas nos sucos e cafés. O abuso prejudica o corpo inteiro.

Álcool: há suspeitas de que o exagero dificulte a recuperação, sobretudo se vier acompanhado do tabagismo – um fator de risco já consagrado.
Fonte: Revista saúde

quarta-feira, 21 de março de 2018

Pé diabético: o autocuidado faz toda a diferença

Cirurgião alerta para uma das principais causas de complicação entre quem tem diabetes. Veja como cuidar direito dos seus pés.


No Brasil, aproximadamente 18 milhões de pessoas vivem com diabetes. A Federação Internacional de Diabetes estima que metade desse público — que corresponde a 8,9% da população brasileira — não sabe ser portador da doença. Nesse contexto, dados do Ministério da Saúde apontam que 20% das internações por complicações dessa condição ocorrem em decorrência de lesões nos membros inferiores. Não é à toa que o pé diabético virou uma questão de saúde pública.

Ao longo dos anos, o diabetes acarreta o que em medicina chamamos de neuropatia. São alterações em nervos que culminam na redução da sensibilidade natural da pele e em mudanças nas estruturas ósseas e musculares. Sem a capacidade de sentir dor, o indivíduo não percebe quando machuca os pés. E um pequeno machucado pode evoluir para a amputação de uma parte ou de todo o membro inferior.

Também contribui para esse quadro o fato de que diabéticos tendem a desenvolver problemas nas artérias, o que dificulta a oxigenação dos tecidos e, no caso de uma lesão não ser identificada e tratada a tempo, leva à gangrena.

Se considerarmos que uma parcela das pessoas com diabetes está acima do peso, fuma e tem colesterol alto, veremos um cenário muito propício a situações desse tipo e à piora na qualidade de vida.

O fato é que o pé diabético representa hoje uma das maiores causas de ocupação de leitos hospitalares e longos períodos de internação. Na rede pública brasileira, 85% das amputações não traumáticas são precedidas de feridas e cerca de 58 mil pessoas morrem por ano devido a complicações do diabetes. Em 2016, o Sistema Único de Saúde (SUS) registrou 137,4 mil internações em função do diabetes, somando um custo de 92 milhões de reais.

O autoexame dos pés

Nos diabéticos, micoses, calos, rachaduras ou feridas simples podem ser o ponto de partida de um problema de consequências drásticas, caso da mutilação de parte do membro inferior ou do membro todo. Nesse estágio, há grande probabilidade de o indivíduo já apresentar também comprometimento em outros órgãos, como rins, olhos e coração.

Além de manter um estilo de vida saudável e a adesão ao tratamento médico, o diabético deve prezar pelo autocuidado com os pés. As principais medidas nesse sentido são: examinar os membros inferiores com regularidade, enxugar bem os pés após o banho, ficar atento a micoses ou arranhões, evitar andar descalço e não usar calçados apertados.

Felizmente, nos últimos anos ganha evidência o papel da equipe multidisciplinar — endocrinologista, cardiologista, cirurgião vascular, nutricionista, fisioterapeuta, enfermeiro etc — no atendimento e no acompanhamento do paciente diabético. Com orientações, cuidados e avaliações periódicas, fica mais fácil proporcionar uma vida normal e livre de complicações. Lembre-se: prevenção e controle ainda são o melhor caminho para uma vida saudável.

Cuide dos seus pés com carinho.

Fonte: Revista saúde

segunda-feira, 12 de março de 2018

Vitamina D reduz risco de câncer, diz estudo

A vitamina D pode até baixar o risco de câncer

Cientistas descobrem que, entre indivíduos com uma boa dose diária de vitamina D, a probabilidade de desenvolver tumores é menor


A vitamina D, substância que a gente garante a partir da exposição ao sol, traz benefícios para a manutenção do esqueleto, já que ajuda fixar o cálcio e o ferro em ossos e dentes. Mas a ciência vem demonstrando que o nutriente tem outras cartas na manga. Recentemente, um estudo publicado no renomado British Medical Journal (BMJ) reforçou, por exemplo, o potencial dessa vitamina na prevenção do câncer.

O diferencial da pesquisa é que foram avaliados 33 736 homens e mulheres do Japão. Até agora, a maioria dos trabalhos levava em conta populações europeias e americanas. E, como a presença de vitamina D no organismo pode variar de acordo com a etnia, é importante verificar se os mesmos efeitos são observados em todo mundo.

No início do trabalho, conduzido por pesquisadores do Centro de Ciências da Saúde Pública do Centro Nacional de Câncer no Japão, os participantes forneceram informações detalhadas sobre histórico médico, dieta e hábitos de vida, além de amostras de sangue para que os níveis de vitamina D pudessem ser medidos.

Vale lembrar que as taxas dessa molécula na circulação variam durante o ano, já que a incidência de raios solares influencia bastante nesse aspecto. Pois os cientistas levaram esse detalhe em conta antes de dividir as pessoas em quatro grupos, do menor para o maior nível de vitamina D no corpo.

Toda essa gente foi acompanhada por mais ou menos 16 anos, período no qual foram detectados 3 301 novos casos de câncer.

Após ajustar diversos fatores de risco para a doença (como idade, peso, tabagismo e por aí vai), os experts concluíram que os maiores níveis de vitamina D estavam associados a uma redução de aproximadamente 20% na probabilidade de desenvolver qualquer tipo de câncer.
Para tumor de rim, o risco caía de 30 a 50%, sendo que o impacto protetor ficou mais evidente em homens do que em mulheres. Já em relação a tumores de pulmão e próstata não foi encontrado nenhum elo. Uma boa notícia é que o grupo com ótimas doses de vitamina D no sangue não apresentou aumento de risco para nenhum tipo de câncer.

Embora os achados deem mais força ainda para considerarmos a vitamina D uma parceira na prevenção dessa doença, os estudiosos ressaltam que pode existir um efeito-teto. Ou seja, a partir de determinada quantidade, o indivíduo não experimentaria benefícios extras. Em resumo, não adiantaria torrar no sol nem engolir um monte de cápsulas.

Até porque o excesso da molécula pode, sim, causar algumas complicações. Entre elas, o acúmulo de cálcio nas artérias, que estaria por trás de infartos e derrames.

Além disso, os especialistas frisaram, em comunicado divulgado pelo BMJ, que são necessários mais estudos justamente para entender qual seria essa concentração capaz de blindar nosso corpo contra o surgimento de tumores. Enquanto isso não ocorre, 15 minutinhos ao sol já parecem suficientes para angariar muitas vantagens.

Fonte: Revista saúde

segunda-feira, 5 de março de 2018

Síndrome do ovário policístico: sintomas, tratamento e prevenção

Até 10% das mulheres têm a síndrome do ovário policístico (SOP) e suas consequências, como acne e infertilidade. Conheça as causas e como remediar.

A síndrome do ovário policístico não é sinônimo de ter ovários policísticos

Antes de tudo, é importante destacar que ter ovários policísticos não é sinônimo de sofrer com a síndrome do ovário policístico (SOP) e seus sintomas. Essa diferença também altera o tratamento.
Veja: 20% das mulheres, ao fazerem um ultrassom, apresentam vários cistos no ovário. No entanto, a síndrome em si só é diagnosticada se há aumento de hormônios masculinos no corpo da mulher e um período menstrual irregular.

Acredite: em alguns casos a paciente pode ter SOP e não apresentar vários cistos no ovário! O diagnóstico é definido quando pelo menos dois dos três critérios a seguir estão presentes: aumento da produção de hormônios masculinos, anovulação (período menstrual irregular) e exames de imagem com ovário policístico. Isso, claro, desde que outras doenças que cursam com sintomas parecidos sejam descartadas.

A SOP em si atinge de 5 a 10% das mulheres em idade reprodutiva. Ela costuma surgir quando a hipófise, a glândula que regula a produção hormonal, acaba estimulando a liberação em excesso de andrógenos, os hormônios masculinos.

Com isso, o amadurecimento dos óvulos, processo que ocorre todo mês, é comprometido. Quando a célula reprodutiva feminina não se desenvolve como deveria, vira um folículo enrijecido, que fica preso na região. É o famoso cisto no ovário.

Portanto, aglomeração de cistos – em conjunto com o excesso de hormônios masculinos – pode impedir a formação de óvulos saudáveis e, consequentemente, alterar ou interromper o ciclo menstrual, levando à infertilidade. O aumento de andrógenos provoca ainda, entre outros sintomas, o aparecimento de acne e pelos no rosto.

Por trás da síndrome do ovário policístico muitas vezes está a resistência à insulina, hormônio fabricado pelo pâncreas e responsável pelo controle do nível de açúcar no sangue. É que o desequilíbrio nessa produção pode desencadear o diabetes tipo 2. E os níveis de glicose muito elevados prejudicam os ovários, que passam a gerar mais andrógenos do que estrógenos, os hormônios femininos.

Sintomas

 – Dificuldade para engravidar
– Menstruação desregulada ou inexistente
– Ganho de peso
– Pele muito oleosa
– Acne
– Crescimento de pelos no rosto, nos seios e no abdômen
– Queda de cabelo
– Atenção: não é regra, mas primeiros sinais da SOP costumam aparecer na adolescência

Causas e fatores de risco

 – Histórico familiar
– Resistência à insulina
– Obesidade

A prevenção

Embora não dê para evitar completamente a síndrome do ovário policístico, medidas com perda de peso em geral normalizam parte dos problemas. Estamos falando de espinhas, pelos, alterações menstruais… Levar uma vida saudável, com dieta leve e exercício físico, diminui até mesmo o risco de desenvolver diabetes tipo 2, outro fator de risco da SOP.

O diagnóstico

 Desordens típicas da síndrome do ovário policístico podem ser confundidas com alterações da menstruação em si – entre elas o aparecimento da própria acne. Às vezes, esses sintomas e a própria irregularidade menstrual são intensificadas nos primeiros ciclos da adolescente. Por isso é importante procurar um ginecologista para uma avaliação logo que a menina entra na puberdade.

Para o diagnóstico da SOP, o especialista leva em conta sintomas como irregularidade do ciclo menstrual e a presença de muitos pelos no rosto ou no corpo, além de testes laboratoriais que indicam o excesso de hormônios masculinos. Um exame de ultrassom ajuda: num quadro típico, ele revela a presença de dezenas de cistos ou mostra volume ovariano maior que 10 centímetros cúbicos.

Mas, como já dissemos no início, é possível que a imagem do exame nem mostre essas alterações. Converse com o médico.

O tratamento

A síndrome do ovário policístico em si não tem cura. Mas o tratamento, aliado à adoção de um estilo de vida saudável, afasta as consequências.

Antes de tudo, a pessoa deve praticar atividades físicas regularmente e ter uma dieta equilibrada, o que também significa maneirar no açúcar e na gordura.

Se o médico constatar que a SOP está relacionada à resistência à insulina, a paciente via de regra será orientada a se medicar com metformina ou glitazonas, substâncias que corrigem esse defeito. Tais drogas afastam o risco de diabetes.

Para aquelas que não querem engravidar, o tratamento é feito à base de pílula anticoncepcional. Ela contém doses de estrógeno e progesterona que normalizam o ciclo menstrual e diminuem a produção de hormônios masculinos. Uma alternativa é o uso exclusivo de progesterona.

Caso o medicamento não dê resultados, pode-se optar pela cauterização laparoscópica dos cistos. É uma cirurgia pouco invasiva que, digamos, queima as estruturas que estão tomando conta do ovário.

Por outro lado, quando há dificuldade para engravidar, a ovulação é induzida com substâncias como as gonadotrofinas e o clomifeno. O tratamento facilita a gestação porque torna o momento da ovulação mais previsível.
Fonte: Revista saúde

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Iogurte pode prevenir infarto e AVC mesmo em quem tem hipertensão

Estudo aponta que consumo de iogurte blinda contra infarto e derrame

O consumo de iogurte foi associado a um menor risco de doenças cardíacas – até entre pessoas com pressão alta


Uma nova pesquisa publicada no American Journal of Hypertension traz um belo motivo para colocarmos o iogurte no carrinho na próxima visita ao supermercado. De acordo com ela, o alimento é aliado na prevenção de problemas cardiovasculares entre indivíduos com pressão alta.

Para traçar essa relação, pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Boston, nos Estados Unidos, analisaram os hábitos de 55 898 mulheres e 18 232 homens. Todos foram seguidos por aproximadamente 30 anos.

Ao avaliar os dados, os estudiosos notaram que a ingestão de iogurte foi inversamente associada ao risco de doenças cardiovasculares, como infarto e derrame. Para sermos mais exatos, consumir o alimento duas ou mais vezes na semana diminuiu em 17% a probabilidade de males cardíacos nelas e 21% neles – isso em comparação com quem degustava uma porção do produto menos de uma vez ao mês.

Em comunicado à imprensa, um dos autores da investigação comentou que estudos menores já haviam sugerido que o iogurte faz bem ao coração por se tratar de um produto fermentado por bactérias. Independentemente dos benefícios ligados a esse derivado lácteo – que incluem ajuda na perda de peso e manutenção da saúde óssea, por exemplo –, é bom lembrar que um alimento não faz milagre sozinho.

Complementos que casam muito bem com o iogurte

Cereais, sementes e oleaginosas: abastecidas de fibras, aveia, granola e chia enriquecem o iogurte. Já duas nozes ou castanhas fornecem teores significativos de selênio, zinco, vitamina E…
Mel: incluí-lo pode ser a solução para mascarar o azedinho do iogurte natural – o que mais vale a pena para a saúde. Mas não abuse. Ele é lotado de frutose, um tipo de açúcar.

Frutas: o iogurte não é fonte exemplar de muitas vitaminas. Para suprir essa deficiência, basta acrescentar frutas ao pote. Morango, uva e banana são ótimas pedidas.
Fonte: Revista saúde

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Depressão é mais comum em quem tem acne

As espinhas foram associadas ao transtorno mental em um estudo com mais de 1,8 milhão de pessoas


A espinha, não importa onde apareça, causa impacto na vida das pessoa. Não faça pouco caso das espinhas: o risco de depressão em pessoas que sofrem com acne é consideravelmente maior. Ao analisar uma plataforma eletrônica britânica de dados médicos, uma das maiores do mundo, pesquisadores descobriram que pacientes diagnosticados com acne são 63% mais propensos a ter o transtorno mental no ano em que começam a ter as erupções.

Os cientistas trabalharam com informações de 134 mil homens e mulheres com acne, e 1,7 milhão sem espinhas. E os acompanharam ao longo de 15 anos. Apesar dessa chateação na pele ser mais comuns durante a adolescência, a idade dos participantes variou dos 7 aos 50 anos.
Durante os 15 anos de pesquisa, 18,5% do total dos participantes que sofriam com o problema dermatológico desenvolveram depressão – entre os que não tinham espinhas foram só 12%. Os investigadores notaram que o auge do risco de depressão aconteceu no primeiro ano de diagnóstico de acne (63%). Depois de cinco anos, a propensão à depressão de pessoas com ou sem espinhas se equiparou.
Uma pesquisa prévia realizada pela British Skin Foundation com 2 mil pessoas com acne ajuda a esclarecer os altos índices de depressão. Mais da metade dos participantes já foi insultado por alguém próximo por causa do aspecto da pele, um em cada cinco já levou um pé na bunda por isso e mais de 10% diz ter perdido o emprego.
“Este estudo destaca uma ligação importante entre a doença da pele e a doença mental. Para os pacientes, a acne é mais do que um incômodo na pele e pode desencadear preocupações significativas”, disse a autora do estudo, Isabelle Vallerand, da Universidade de Calgary, na divulgação da pesquisa.
A depressão afeta 322 milhões de pessoas no mundo (4,4% da população global). De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a doença é a principal causa de incapacitação no planeta e o número de casos da patologia aumentou 18% entre 2005 e 2015. No Brasil, o números também não são otimistas: somos o país com maior prevalência de depressão na América Latina – 11,5 milhões de brasileiros sofrem com o transtorno. 
 
Fonte: Revista superimteressante

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Remédios para outras doenças podem tratar a febre amarela

Pesquisadores brasileiros descobrem que alguns compostos disponíveis comercialmente serviriam de tratamento contra essa infecção

Remédio para febre amarela
Podemos estar mais perto do que imaginamos de um remédio contra a febre amarela. Em vez de tentar desenvolver um tratamento do zero, pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da Universidade de São Paulo, do Instituto Butantan (SP) e da Fundação Oswaldo Cruz (RJ), estudaram substâncias já disponíveis comercialmente – e encontraram opções promissoras para debelar essa doença.

Esse tipo de pesquisa funciona assim: a partir de uma espécie de biblioteca de compostos químicos desenvolvidos previamente, os cientistas testam um a um em laboratório para determinar quais teriam maior eficácia contra determinada doença. No caso da febre amarela, os experts brasileiros avaliaram 1 280 moléculas.

Para fazer isso, recorreram a aparelhos de última geração que analisam rapidamente como cada uma dessas partículas reage diante de células humanas infectadas com o vírus. Daquele total de 1 280 princípios ativos, eles chegaram a 88 que inibiam a infecção em pelo menos 50%.

Mas isso não foi suficiente. “Fizemos ensaios confirmatórios para a potência da atividade antiviral e da atividade contra a célula hospedeira”, explica o imunologista Lucio Freitas-Junior, coordenador do trabalho.

Traduzindo, os pesquisadores verificaram se tais moléculas seriam poderosas contra a febre amarela ao mesmo tempo que preservariam a célula humana. Ora, de pouco adianta encontrar uma arma que mata o inimigo se ela extermina você também, não é mesmo?
“No fim, selecionamos os compostos que eram ao menos dez vezes mais potentes contra o vírus em relação às células”, diz Freitas-Junior. De todo esse trabalho, sobraram cinco moléculas com bom potencial de serem usadas como antiviral contra a febre amarela. E um bônus: duas delas também parecem bloquear a ação do subtipo 2 da dengue.

 

Os próximos passos

Serão necessários mais alguns anos de trabalho para confirmar os achados do laboratório – até por isso os nomes das substâncias não serão divulgados. Em outras palavras, as moléculas selecionadas devem ser aplicadas em seres humanos de carne e osso (e não só em um punhado de células) para verificar se conseguem conter uma infecção de febre amarela, qual a dose necessária e por aí vai.

“De qualquer modo, essa estratégia encurta em muito o tempo de desenvolvimento de um medicamento”, garante Freitas-Junior. É possível que, em três anos, tenhamos opções na farmácia graças a esse esforço brasileiro – pelos métodos tradicionais, passam-se ao menos dez antes que uma nova droga garanta sua eficácia e segurança.

“Esperamos descobrir alternativas de forma rápida para o tratamento de surtos e epidemias, como está sendo o caso de febre amarela agora, como foi com zika no ano anterior e como deve ser o caso de outros problemas que estão por vir, infelizmente”, conclui o expert.

Em comunicado à imprensa, o virologista Paolo Zanotto, do ICB, comemorou a pesquisa de seu companheiro de bancada: “Esse sucesso implica na possibilidade de termos pela primeira vez a capacidade de interferir no processo infeccioso da febre amarela e salvar vidas”. Estamos na torcida!
Fonte: Revista saúde

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Vacina da febre amarela em crianças: restrições e quem deve tomar

Alguns cuidados adicionais precisam ser considerados na infância antes de optar pela vacinação contra essa doença

restricoes da vacina febre amarela A febre amarela pode ameaçar especialmente as crianças, que estão com o sistema imunológico ainda imaturo.

 Só que a vacina nessa faixa etária envolve algumas medidas e restrições – que foram abordadas em detalhe num novo documento da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

Pra começo de conversa, o texto reforça um ponto crucial: antes dos 6 meses de idade, nenhum bebê deve ser imunizado contra a febre amarela. Entre os 6 e os 9 meses, a injeção só é autorizada com a anuência de um médico e se realmente houver necessidade (se o pequeno, por exemplo, vive em uma área de alto risco de transmissão da infecção).

Além disso, os experts da SBP pedem atenção com a possível interação entre a vacina contra essa doença e outras que são tipicamente administradas na infância. Mais especificamente, o ideal é não oferecer o imunizante da febre amarela simultaneamente com a tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba) ou com a tetra viral (sarampo, rubéola, caxumba e varicela) em pequenos com menos de 2 anos.

“Para crianças que não receberam nenhuma dessas vacinas, a orientação é que tomem a dose da febre amarela e agendem a tríplice viral ou a tetra viral para pelo menos 30 dias depois”, explica o médico Renato Kfouri, presidente do Departamento Científico de Imunizações SBP, em um comunicado à imprensa. “As demais vacinas do calendário podem ser administradas no mesmo dia que a da febre amarela”, tranquiliza.

Outra coisa: como nos adultos, crianças e adolescentes com forte alergia ao ovo só podem receber a injeção após avaliação médica criteriosa e dentro de um ambiente com condições de atendimento de emergência. São particularidades que, no fim das contas, exigem uma conversa com o pediatra.

De maneira geral, a vacina é bem tolerada. Febre, dor de cabeça ou muscular, entre outros sintomas, acometem de 2 a 5% de quem a toma. Aquelas reações adversas graves só acontecem, de acordo com a SBP, em uma a cada 250 mil doses aplicadas.

E a dose fracionada?

Segundo o documento da SBP, ela só deveria ser dada a crianças com mais de 2 anos de idade – essa é, de fato, a recomendação vigente nas campanhas de vacinação em andamento. Nas menores, preconiza-se a dose plena.

O motivo? Faltam pesquisas sólidas da vacina com dose fracionada especificamente com os pequenos menores de 2 anos.

Aliás, uma criança que vai viajar a um país que exija aquele certificado internacional de vacinação, precisa tomar a dose normal. Caso contrário, ela não vai conseguir entrar nessa nação.

As mães que estão amamentando

Destaque para as mulheres que estão amamentando os menores de 6 meses. Se elas viverem em áreas com transmissão da febre amarela e ainda não tiverem recebido a vacina, a SBP afirma que uma dose fracionada poderia ser administrada. Mas… o aleitamento materno precisará ser suspenso por dez dias após a imunização.

Agora, mulheres nessas situações que não vivem numa região dessas devem seguir sem a vacina. De novo, principalmente se o seu filho tem menos de 2 anos, ligue para o pediatra e veja qual caminho seguir.
Fonte: Revista saúde